domingo, 16 de janeiro de 2011

Fascinante fascismo: crime(s) homofóbico(s) «rigorosamente» omitido(s) em Portugal por (nova?) gente «de esquerda»

http://fougueusefugue.blogspot.com/2011/01/carlos-castro-1945-2011.htmlhttp://www.arrastao.org/2140868.html

Perante o teor inqualificável
desta boçal graçola de péssimo gosto
da autoria de Daniel Oliveira
(a menos que
a hipotética pilhéria seja
tão subtilmente microscópica
que escape ao radar do
meu mais modesto entendimento),
impõem-se diversas «questões».

Mo(r)te:
Daniel Oliveira

não tem
rigorosamente nada a dizer
a não ser que

não tem
rigorosamente nada a dizer
tonta tautologia —
sobre a morte
(«natural»,
«ou melhor»?),
o brutal aSSaSSínio

(«em última instância»?)
de um ser humano!

Acaso
este hediondo crime
não se enquadra
rigorosamente

nos parâmetros
da desumanidade
mais cruel

e da homofobia
mais medonha e abjecta?


Torturar
é
rigorosamente
admiSSível,
justificável
ou
risível?

Castrar
é
rigorosamente
admiSSível,
justificável
ou
risível?

Vazar olhos
é
rigorosamente
admiSSível,
justificável
ou
risível?

AssaSSinar
é
rigorosamente
admiSSível,
justificável
ou
risível?

Incitar ao ódio
é
rigorosamente
admiSSível,
justificável
ou
risível?

Achincalhar
(a memória de) uma pessoa
(exclusivamente) por causa da
respectiva orientação sexual
é
rigorosamente
admiSSível,
justificável
ou
SimpleSmente
risível?

Não revestirá
este infame crime
«contornos»
rigorosamente...
«pidescos»?

Para Daniel Oliveira,
que apoiou
o casamento entre pessoas do mesmo sexo —
e eu,
seu concidadão,
apreciei essa tomada de posição,
registando,
por outro lado,
a cele(b)ridade com que
há um ano
veio
apaixonada e pressurosamente

a terreiro
invectivar,
sob a etiqueta
«sem categoria»,
as «meias-frases»

de um post alheio
que aludia a um
não identificado
«senhor meio-escondido»
(e atribuir a
«gente pequenina»
as «coisas» que
o respectivo autor
supostamente insinuou) —,

http://arrastao.org/1894907.html

a luta
pelos direitos civis

não se aplica a
Carlos Castro
porquê?

Pelo complexo facto de
Carlos Castro
não pertencer à
família ideológica
(ou idiossincrática
)
de Daniel Oliveira?

Porque
Carlos Castro
era

um geronte
amante do
grão-capital
e,
por tabela,
o alvo ideal para
ávidos íncubos ou súcubos
descarregarem
toda a espécie de
execráveis frustrações recalcadas?

Porque os padrões
«estéticos» e «morais» de
Carlos Castro
eram e serão
para todo o sempre
infinitamente inferiores
aos de Daniel Oliveira
e do seu sofisticado círculo
de amizades iluminadas
e contactos esclarecidos?

Ou tão-só porque
Carlos Castro
não era,
digamos,
Truman Capote
ou
Tennessee Williams?

A Daniel Oliveira
não se lhe oferece dizer
rigorosamente nada
sobre o
pavoroso incitamento ao
linchamento de gays
que pulula
nas criminosas caixas de comentários
avalizadas pelos irresponsáveis sites
da «esmagadora maioria»
dos órgãos de comunicação social

e pavlovianamente reproduzidas,
inclusive aplaudidas,
através das redes sociais
e em bastantes blogues
(incluindo o
de Daniel Oliveira,

que aprova
anedotário chocarreiro-nazi
a propósito de um homicídio),http://www.arrastao.org/2140868.html#comentarios

após a asquerosa morte
de um homem que,
ao invés de uma
silenciosa maioria de «enrustidos»
(ou «egodistónicos»,
para empregar
um eufemismo
que não belisque
a hiperpotente susceptibilidade
de nenhum macho «normal»
deste nosso tão viril Portugal),
nunca ocultou a sua orientação sexual,para mais defendendo
«causas» em prol
de milhent@s anónim@s,
muit@s d@s quais
se comprazem agora em
conspurcar a dignidade dele?

Daniel Oliveira
parou porventura para pensar
em todas as pessoas —
a começar por
inúmer@s adolescentes

dia a dia
excluíd@s
pela turba ululante —

que também estarão a precisar de
efectivo apoio afectivo
(de um sério «cordão humano»),
dado o «arrastão» de
sanha e propaganda homofóbica
que emergiram
e se apoSSaram do
«Portugal profundo»

(que não se restringe
ao Pulo do Lobo
nem à «Pérola do Atlântico»,
como Daniel Oliveira
parece muito mal conhecer)?


Carlos Castro
que me merece
respeito

que não me inspira
a ma$$a de
ultracivilizzzad@s hipócritas

desta centenária
e, por sinal,
tão relha e ridícula República, repleta de
fanática ignorância inquisitorial —
foi torturado, mutilado e aSSaSSinado,
o que nos
deveria deixar a tod@s
indignad@s e assustad@s —
mas a
Daniel Oliveira,
que quotidianamente
tantas loas tece
aos Direitos Humanos,
à Liberdade,
à Igualdade
e à Fraternidade
(em caixa alta)
e ao fiel cumprimento
da Constituição
Marselhesa
(idem),

a única coisa que
se lhe oferece dizer,
do pico da
sua suposta superioridade
e do seu requintado cinismo
(estou a reportar-me
exclusivamente
ao conteúdo do
supracitado postezito

deveras infeliz,
para não dizer
miserável ou vergonhoso),
é vangloriar-se por
pertencer a uma pretensa
«minoria silenciosa»
que não tem
rigorosamente nada a dizer
sobre este horrendo crime,
ainda por cima parodiando
uma expressão de um
famigerado almirante de fumaça
(está-se mesmo a ver
quão sereno e
pacato pode ser o «povo» apregoado
quer pela
popularucha «direita» arcaica

quer pela
hiperpaternalista «esquerda» modernaça,

o que irá
rigorosamente
dar ao mesmo),
fazendo tábua rasa
de um
HOMICÍDIO ATROZ,
FOSSE QUEM FOSSE
A VÍTIMA?

Daniel Oliveira
pretende branquear
um crime desta «natureza»
e a merdosa mentalidade
da cobarde matilha
que raivosamente
o ovaciona?


«¡Viva la Muerte!»



http://periodiccircumspection.blogspot.com/2009/11/brenda-1977-2009.html

http://periodiccircumspection.blogspot.com/2009/12/victor-jara-fue-despedido-por-chile-36.html

http://periodiccircumspection.blogspot.com/2009/11/jose-carvalho-foi-assassinado-ha-vinte.html

Consta
que
Daniel Oliveira

já foi
ameaçado de morte
(também sei o que isso é,
verosimilmente há mais anos
do que Daniel Oliveira,
e nunca recebi
o mais ínfimo
gesto de solidariedade
de nenhum
pseudopaladino
da antidiscrimi-
Nação
que Daniel Oliveira
não se cansa de incensar).


Terá Daniel Oliveira
sentido bem
(ou só aSSim-aSSim)
na pele
a intimidação?

Terá Daniel Oliveira
sentido prazer
em ser acoSSado
(durante e após o delito)?

Achará Daniel Oliveira piada
a que se aflore
em tom (veladamente) trocista
eSSa ameaça,
qual chien écrasé
de folclore hard-core
escarrapachado
(ou graffitado)
em puritanas parangonas?

A partir de quando
é cool ou kitsch
pactuar com vis larachas
acerca do
feroz aSSaSSínio de
seja quem for?

Almejará
Daniel Oliveira
coroar-se
Dom Dichote
de Tristí$$ima Figura?

Será que,
afinal de contas,
uma «pessoa de carácter»
(expressão que
Daniel Oliveira
parece ter em grande conta)
até pode
subscrever SilencioSamente
o aSSaSSínio (do carácter)
de uma pessoa?
O eixo do Mal (maiúsculo)
de Daniel Oliveira
termina onde?

Nos estúdios de
um programa de televisão
(que,
já agora,
se distingue em quê
das rubricas de mexericos)?

Nos linguados das
colunas das
gazzzetas «de referência»
(paratablóides
curiosamente

recheados de mundanices)

que permitem a
Daniel debitar

a sua suprema sapiência?


Bem sei:
Carlos Castro
não escreveu
Poesia Toda
(evocação que
não visa
ninguém
em particular,
mas manifesta
repúdio
pelo tácito/táctico
e reles não-te-rales

de Daniel Oliveira,
ainda mais oco do que
qualquer frioleira impr€$$a
em magazzzines «cor-de-rosa» que,
pelos vistos,
nenhum nu e cru «cronista» —
poderei classificá-lo deste modo? —
da «estirpe sociocultural»
de Daniel Oliveira
se digna folhear sequer).

Se
Carlos Castro
fosse,
suponhamos,

compagnon de rut
da
(ob)sequiosa

intelligentsia

pátria

ou
fi(d)el funcionário de uma
facção de foices ferrugentas
ou
se cingisse ao recato
da alcova presbiteral
de qualquer
capelinha instruída,

catervas de colectivistas
vozes marialvas —

de Cantanhede ao Funchal,
com epicentro na
«cosmopolita» metrópole olisiponense —
desfeririam decerto
saraivadas de cartuchos
de exaltada denúncia
e prostrada indigNação
pelo seu soez aSSaSSínio.

Face ao panorama
tão descomprimido e desalienado
que se depreende
do jovial artiguelho
e dos desabafos subjacentes
de Daniel Oliveira
(que,
genuíno intelectual engajado,
anda entretido a
«lamentar mais uma derrota»
do seu ari$tocrático club€
de eleição... presidencial)
http://arrastao.org/2144857.html

e —
uma semana após este
terrífico crime de ódio,
amplamente divulgado além-fronteiras (de Schengen) —
do total alheamento/escamoteamento
(nem uma linha, que eu tenha vislumbrado)
do site ESQUERDA.NEThttp://www.esquerda.net/search/node/%22Carlos%20Castro%22

ou do blogue
PANTERAS ROSA*
(que, entretanto, terá metido a homofobia onde?),
http://panterasrosa.blogspot.com/search?q=%22Carlos+Castro%22

secundados pela primeira página do
liberalíssimo hebdomadário
onde Daniel Oliveira opina,cuja capa ignora olimpicamente o assunto,
quiçá para não perturbar as prioridades do
confortável bem-estar do seu selecto público
de abrangente mundividência... nova-iorquina),

os amanhãs que já cá cantam
reservam-nos seguramente
um futuro radioso,
superpovoado de jovens —
(e)ternamente jovens —
modelos sãos e exemplares que,
meros membros de um
eugenismo beato, arrivista & revanchista
(aqui e ali disfarçados com
umas fotogénicas mas mercantis
boinas estreladas
para louvar
o intocável homófobo
camarada Che chiquérrimo),
gozam afinal da conivência de
(e da convivência com)
todos aqueles e todas aquelas que,
de uma extrema à outra
(da kkkaciqu€ «direita» traulit€ira à
envernizada «esquerda» burg€SSo-burgu€$a),
no fundo, no fundo,
precisamente porque apoucam
o que não pode ficar impune,
acabam rigorosamente por
caucionar a barbárie.

http://arrastao.org/2140868.html?page=3#comentarioshttp://panterasrosa.blogspot.com/2011/01/homofobia-e-transfobia-portuguesa.htmlhttp://cordialconstriction.blogspot.com/2011/01/goya-era-gay.htmlhttp://fougueusefugue.blogspot.com/2011/01/perene-assassinio-de-carlos-castro.html

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